27.2.09
22.2.09
Alguém pode, por grande favor, explicar ao Sr. Primeiro Ministro que o caso Freeport cheira mesmo muito mal...?
E que, pelo andar da carruagem, vai ser pior a emenda que o soneto...
Vejam bem isto:
"Em Outubro de 2007, a representação portuguesa no Eurojust - um órgão da UE que tem por objectivo a cooperação entre magistrados - foi reforçada com o destacamento para a sede em Haia, renovado no ano passado, de um magistrado do Ministério Público, o procurador José Eduardo Guerra, que o Expresso ontem revelou ser o irmão de uma figura decisiva para a autorização do Freeport, em 2002, o então presidente do Instituto de Conservação da Natureza (ICN), Carlos Guerra.
O ICN depende do Ministério do Ambiente, que então era tutelado por José Sócrates. O representante português no Eurojust é José Lopes da Mota, que foi secretário de Estado da Justiça no primeiro Governo de Guterres (1996-1999), na altura em que José Sócrates era secretário de Estado do Ambiente.
Em 2004, essa representação já tinha sido reforçada com a designação de António Santos Alves, que foi inspector-geral do Ambiente, nomeado por Sócrates, entre 2000 e 2002. Em conjunto com Lopes da Mota, é referido como um dos participantes numa reunião promovida pelo Eurojust, em Novembro passado, entre investigadores ingleses e portugueses, na qual os primeiros levantaram suspeitas sobre o actual primeiro-ministro a propósito da autorização do Freeport. ", in Publico
E que, pelo andar da carruagem, vai ser pior a emenda que o soneto...
Vejam bem isto:
"Em Outubro de 2007, a representação portuguesa no Eurojust - um órgão da UE que tem por objectivo a cooperação entre magistrados - foi reforçada com o destacamento para a sede em Haia, renovado no ano passado, de um magistrado do Ministério Público, o procurador José Eduardo Guerra, que o Expresso ontem revelou ser o irmão de uma figura decisiva para a autorização do Freeport, em 2002, o então presidente do Instituto de Conservação da Natureza (ICN), Carlos Guerra.
O ICN depende do Ministério do Ambiente, que então era tutelado por José Sócrates. O representante português no Eurojust é José Lopes da Mota, que foi secretário de Estado da Justiça no primeiro Governo de Guterres (1996-1999), na altura em que José Sócrates era secretário de Estado do Ambiente.
Em 2004, essa representação já tinha sido reforçada com a designação de António Santos Alves, que foi inspector-geral do Ambiente, nomeado por Sócrates, entre 2000 e 2002. Em conjunto com Lopes da Mota, é referido como um dos participantes numa reunião promovida pelo Eurojust, em Novembro passado, entre investigadores ingleses e portugueses, na qual os primeiros levantaram suspeitas sobre o actual primeiro-ministro a propósito da autorização do Freeport. ", in Publico
12.2.09
A novidade do dia!
Vamos todos ser recessionistas!
Vamos todos dar as boas vindas à crise económica mundial!
Ora vejam lá:
http://www.investopedia.com/terms/r/recessionista.asp
(enviado por Rui Armindo Freitas)
Vamos todos ser recessionistas!
Vamos todos dar as boas vindas à crise económica mundial!
Ora vejam lá:
http://www.investopedia.com/terms/r/recessionista.asp
(enviado por Rui Armindo Freitas)

O Fórum Novas Fronteiras é uma iniciativa do PS para angariar apoios na "sociedade" sem intervenção político-partidária, mas com méritos reconhecidos noutros campos de actuação.
No site de interface das Novas Fronteiras descobre-se algo inaudito (principalmente nas sondagens dos últimos 3 anos...): é igual a percentagem de visitantes que consideram "bom" e "mau" o Governo socialista dos últimos 3 anos!
Em bom rigor ainda há um saldo positivo de 0,07%... E também há 2,35% que consideram, vá lá, "razoável" a governação socialista...!
Um Governo que tem sido "ditatorial" na opnião de alguns, não consegue censurar um site próprio?!
Ou será que esta é a prova de que ainda há massa crítica no PS e que ainda há quem veja para além da figura iconológica de José Sócrates?
Sinceramente, não sei. Gostava de acreditar que sim, mas acho que não...
Como recebi por email o link para aceder à votação, suspeito que já exista uma cadeia via email para que o máximo número de pessoas "vote" sobre a governação socialista, num site deste PS moderno...
E ao contrário do expectável até se possa votar "mau" e tudo...!
11.2.09
Muito interessante a entrevista do ex-Bastonário da Ordem dos Advogados, ontem à noite na SicNoticias.
O antigo representante máximo dos advogados tocou em pontos nevrálgicos do Portugal contemporâneo questionando se "o poder político está a caminho de uma ditadura". Disse ainda que preferia estar na antiga ditadura porque aí, pelo menos, sabia as leis porque se regia...
Hoje em dia toda a gente fala do "medo". Interessante ver este senhor falar sem medo e afirmando o que todos pensam: Sócrates é um aspirante a ditador, mas sem credibilidade.
No que toca a Assembleia da República, criticou as toneladas de legislação produzidas, nomeadamente no capítulo da fiscalidade, afirmando ainda que, na sua opinião, os deputados não tem capacidade para dar a volta aos principais problemas do País.
http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/Edicao+da+Manha/2009/2/antoniopiresdelimanoprogramadiad.htm
(ainda não está disponivel a versão completa)
Estabelecendo um paralelismo simplista, veja-se o que diz o responsável pelo grupo Jerónimo Martins sobre as pseudo-políticas económicas deste Governo e sobre a Assembleia da República: "temos um Parlamento...que nada discute e nada controla".
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1364782&idCanal=57
Talvez a principal reforma que este País precisa é de uma reforma séria do sistema político...
O antigo representante máximo dos advogados tocou em pontos nevrálgicos do Portugal contemporâneo questionando se "o poder político está a caminho de uma ditadura". Disse ainda que preferia estar na antiga ditadura porque aí, pelo menos, sabia as leis porque se regia...
Hoje em dia toda a gente fala do "medo". Interessante ver este senhor falar sem medo e afirmando o que todos pensam: Sócrates é um aspirante a ditador, mas sem credibilidade.
No que toca a Assembleia da República, criticou as toneladas de legislação produzidas, nomeadamente no capítulo da fiscalidade, afirmando ainda que, na sua opinião, os deputados não tem capacidade para dar a volta aos principais problemas do País.
http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/Edicao+da+Manha/2009/2/antoniopiresdelimanoprogramadiad.htm
(ainda não está disponivel a versão completa)
Estabelecendo um paralelismo simplista, veja-se o que diz o responsável pelo grupo Jerónimo Martins sobre as pseudo-políticas económicas deste Governo e sobre a Assembleia da República: "temos um Parlamento...que nada discute e nada controla".
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1364782&idCanal=57
Talvez a principal reforma que este País precisa é de uma reforma séria do sistema político...
9.2.09
O Governo quer permitir o acesso aos registos bancários de quem apresente grandes discrepâncias entre a riqueza aparente e as declarações fiscais.
Apoio a 1000%!
Podiam era começar logo pelos políticos deste País, desde os Presidentes de Câmara ao Primeiro-Ministro...
http://www.correiodamanha.xl.pt/noticia.aspx?contentid=48A7AE7A-552F-42C5-A978-BE87287D6CE8&channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181
Apoio a 1000%!
Podiam era começar logo pelos políticos deste País, desde os Presidentes de Câmara ao Primeiro-Ministro...
http://www.correiodamanha.xl.pt/noticia.aspx?contentid=48A7AE7A-552F-42C5-A978-BE87287D6CE8&channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181
Mário Crespo, o melhor jornalista português da actualidade, em crónica no JN:
Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport.
Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?).
Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média.
Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo.
Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport.
Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus.
Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso.
Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos.
Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja.
Votemos por unanimidade porque de facto não interessa.
A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.
Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport.
Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?).
Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média.
Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo.
Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport.
Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus.
Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso.
Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos.
Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja.
Votemos por unanimidade porque de facto não interessa.
A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.